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Tag Archives: Publicidade

Alguns de vocês certamente já ouviram a expressão Flash Mob. Para aqueles que ainda não conhecem, vamos lá. Flash Mob é uma expressão norte americana que significa “aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, e depois se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.” (wiki)

No dia 10 de setembro o grupo Black Eyed Peas quebrou o recorde de maior flash mob da história, ao reunir cerca de 21 mil fãs na Avenida Michigan, em Chicago, nos EUA para comemorar a passagem da 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV. O grupo preparou uma surpresinha para ela ao tocar o grande hit I Gotta Feeling com uma coreografia inacreditável envolvendo toda essa multidão. Tudo começa com uma garota dançando sozinha na frente do palco, logo depois toda a multidão começa a fazer a mesma coreografia. Oprah (que não sabia de nada), ficou chocada com o que estava vendo, enquanto gravava tudo em seu celular. A apresentadora então gritou: “Isso é tão legal!! É a coisa mais legal que eu já vi…Chicago eu amo vocês!!!!!!”

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Esse comercial da NOKIA inverte o foco no produto, para a associação dele a momentos importantes da sua vida. Criado em 2005, ele faz inveja a tantos outros contemporâneos em relação à sua criatividade e execução.
Infelizmente não sei a agência que criou, mas a música de fundo se chama Underneath your Clothes, da Shakira.

Entrevista Oliviero Toscani from Bruno Lage on Vimeo.

O famoso fotógrafo das campanhas publicitárias da Benetton, Oliviero Toscani, foi sabatinado nesta entrevista do programa Roda Viva por publicitários renomados como o presidente da DPZ, o diretor da Folha de São Paulo, jornalistas da Exame, entre outros.

O ano é 1995, nesta época o Brasil estava vivendo a euforia de consumo proporcionada pelo plano real que se equiparava ao dólar. Campanhas publicitárias pipocavam mais do que nunca nas telas da tv, nas páginas das revistas e jornais, nos spots das rádios e nos ambientes externos através de outdoors.

Este entrevista foi quase um Tribunal da Inquisição, onde o Oliviero Toscani assumiu o papel de herege por causar uma crise no mundo publicitário tradicional e fechado daquela época, que só tinha um objetivo: vender, vender e vender, custe o que custar. Na entrevista fica claro a falta de preparo dos entrevistadores, que se deixam envolver emocionalmente diante de um Toscani seguro de si e bem articulado.

Um dos aspectos que mais evidenciam essa fragilidade foi quando os “inquisitores” tentaram insistentemente desviar o assunto para saber qual era a verdadeira profissão do Olivero Toscani. Muito humilde, mas sempre seguro, ele responde que é apenas um fotógrafo e que considera sua profissão uma ação social para o mundo quando ela bate de frente com publicitários estúpidos.

Não compreender o papel contestador da lógica da sociedade consumista atual que a fotografia de Toscani conseguiu exprimir, é negar que estando certo ou errado, vendendo mais ou menos, ele foi corajoso o bastante para enfrentar esses dogmas criados por profissionais da mídia cegos e egocêntricos, que não conseguem enxergar nada além do seu próprio umbigo. Ele conseguiu chamar a atenção do mundo inteiro com suas campanhas para Benetton.

benetton
benetton

Na frase em que ele afirma que a propaganda é “mentirosa”, ele não fala apenas no sentido formal da palavra mentir. Se levarmos ao pé da letra pode ser considerado um insulto a classe publicitária. Mas parece que ele vai um pouco além com esta provocação. O que ele tenta, a meu ver, é provocar e chamar a atenção desta classe para a forma como eles trabalham a comunicação, para a quebra de paradigmas. Essa flexibilidade da interpretação muda todo o sentido da frase.

Hoje, no Brasil, assistimos a um imenso número de propagandas veiculadas na TV que querem dizer tudo sem dizer nada. Alterar a natureza do produto com slogans como  “Unibanco, nem parece um banco.”, é tentar agregar um valor absurdo e inexistente ao produto, que acaba frustrando as expectativas do consumidor. Há também os comerciais voltados para as camadas mais pobres da população que não acrescentam nada e só ajudam a preservar a lógica do mundo espetacularizado da contemplação passiva, onde não há originalidade. Alguns exemplos destes comericias: a Hebe usando o leite de aveia davene, ou um exemplo mais atual com o Marcelo Adnet, emergente da MTV, que apóia a propaganda da Volkswagen.

Apesar do “modus operandi” da propaganda ter evoluído de 1995 pra cá com novas abordagens, novas técnicas de persuasão e novos aparatos técnicos, o avanço ainda é tímido e até hoje podemos ver agências de publicidade fazendo mais do mesmo, com medo de mudar. O compromisso das agências deveria ser com a cultura da sociedade que ela ajuda a construir com a lógica da sua comunicação. Essa “mentira” da propaganda a qual Toscani se refere, ainda persiste nos dias de hoje, porém com uma nova roupagem.

Só aconselho assistir esse vídeo quem realmente quer parar de transar sem camisinha. As imagens são fortes e causam traumas. rsrs…

Reputação

 

Partindo do pressuposto que o título imponente deste post cria uma grande expectativa a respeito do conteúdo para os leitores deste blog, aviso com antecedência que o que está escrito aqui são somente reflexões, nada acadêmicas. Não estou tirando o meu da reta, mas apenas preparando o meu leitor. =)

Posto isso, gostaria de começar falando a respeito do espaço ocupado pelas redes sociais no Brasil. De acordo com a pesquisa da comScore, hoje em dia, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo do ranking de países que mais acessam redes sociais – a pesquisa considera nações com mais de 10 milhões de visitantes únicos por mês. Só para se ter uma idéia de números, dos 26,2 milhões de usuários únicos de internet que acessaram a internet no mês de setembro do ano passado no Brasil, mais de 20 milhões acessaram o Orkut. Não sou muito bom de matemática, mas pelos meus cálculos isso dá mais de 76%, só em 1 rede social. Como tudo na esfera da internet e da tecnologia fica rapidamente obsoleto, o Orkut vem perdendo audiência, e está sendo ameaçado pela entrada do Facebook e Twitter, que vêm abocanhando cada vez mais usuários e contando com ajuda de celebridades que estão publicamente aderindo a seus serviços. Clique neste link para ver um mapa com o mix de redes sociais existentes na internet.

Ok, mas qual o impacto disso na imagem e na reputação das marcas corporativas?!

Uma pesquisa realizada pelo IBOPE//NetRatings mostra que campanhas realizadas por blogs e outras redes sociais têm um impacto 500 vezes maior se as mesmas fossem feitas a partir do site próprio da empresa. Um exemplo dado pela pesquisa foi de que se uma montadora resolvesse realizar uma campanha para impulsionar a venda de seus carros através de seu site, eles falariam para + ou – 2 milhões de pessoas, sendo que caso os membros das comunidades virtuais relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos possíveis do que os sites oficiais das montadoras. É o poder do agrupamento das pessoas que no ambiente online está se tornando mais acessível.

Segundo o Gerente de Análise do IBOPE, Alexandre Magalhães, ““Este crescimento acentuado das redes sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os usuários que são também consumidores, ainda não são amplamente conhecidos pelas corporações. Pelo que temos observado, conhecer bem essas redes sociais e aprender como fazer parte delas não apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das empresas, como também as aproxima de seus públicos, funcionando como uma valiosa ferramenta estratégica”

Que é fácil manchar a imagem de uma empresa através do Youtube, Facebook, Orkut e Twitter, nós já sabemos, vide o caso da rede de pizzaria Domino’s onde 3 funcionários fizeram um vídeo onde eles colocavam dejetos nos ingredientes das pizzas e depois postaram no Youtube. Mas será que a diretoria das empresas tem consciência disso? Que medidas internas elas utilizam para monitorar as coisas boas e, principalmente, as más que são divulgadas sobre elas?

 

Empregados

 

Agora vamos um pouco mais adiante com uma recente pesquisa, realizada pela Deloitte neste mês de maio, que procurou observar qual o risco associado à reputação de uma empresa dentro da plataforma online das redes sociais. A pesquisa entrevistou uma amostra de 2.008 funcionários de empresas (1.000 homens e 1.008 mulheres), além de 500 executivos de alto escalão das empresas.

De acordo com a pesquisa, 75% dos executivos entrevistados consideram que há um grande risco associado às redes sociais na reputação de uma marca. Deste número, somente 15% deles trazem à tona este tipo de discussão na sala de reuniões executivas, apesar de 58% achar que isto deve fazer parte da pauta. Se compararmos com as empresas brasileiras, acho que teremos uma surpresa negativa muito maior a respeito da participação deste assunto em reuniões executivas.

Analisando o ambiente interno das organizações, a pesquisa mostrou que há uma divergência de opiniões a respeito do uso das ferramentas das redes sociais. Para 60% dos executivos, as empresas tem o “direito de saber” como seus empregados falam sobre si mesmo e sobre as empresas no ambiente online. Em contrapartida, 53% dos empregados não acham que as redes sociais são espaços que pertençam ao negócio da empresa. E mais de 33% não estão nem aí para o que o chefe ou a empresa pensam, antes de postar materiais de vídeo ou texto online.

Fica claro que para superar esse desgaste a empresa deve adotar protocolos e medidas com políticas para controlar e monitorar esse comportamento. Mas segundo a pesquisa, mesmo que as empresas adotem regras claras de comportamento no ambiente online, dificilmente os empregados irão obedecê-las.

O caminho que as empresas podem seguir para tentar diminuir o risco que sua reputação corre no ambiente online, pode ser encarar o problema de frente, criar canais abertos e diretos dos funcionários com os diretores, enfatizar os valores, a cultura, e a ética dentro da organização, de maneira que haja um ambiente saudável e transparente circulando na empresa. Ao trazer os funcionários mais pra perto de si, as empresas poderão desfrutar de agentes divulgadores dos bons aspectos da sua marca.

Resumidamente, as redes sociais podem ser o céu ou o inferno das empresas, depende apenas de como os líderes das organizações estão lidando com esse novo contexto internamente.