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Category Archives: Comportamento

Fico com medo de falar sobre um assunto tão peculiar que ocorre de maneira específica em cada empresa. Vou tentar colocar aqui alguns pontos gerais sobre as minhas percepções, sobre os processos de trainee que participei e o que eu ando escutando no mercado através dos profissionais de RH.

Na minha visão o modelo adotado por algumas empresas e consultorias de fazer uma triagem através dos currículos está fadado ao fracasso. Isso não quer dizer que as pessoas não devam ter um bom currículo, mas que hoje em dia isso é quase que um commoditie. Se você tem um mercado de novos profissionais entrantes onde todos estão de certa forma nivelados, o que realmente irá te diferenciar é o seu GRAU DE RELACIONAMENTO, GRAU DE EXPERIÊNCIA e o GRAU DA SUA MOBILIDADE.

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Grau de Relacionamento

Isso faz lembrar daquele famoso ditado “diga com quem tu andas que te direi quem tu és”. Este é o grau que irá dizer para a empresa se você é uma pessoa que anda no meio de gente boa, se tem bons contatos com o mercado, se pode trazer bons clientes para aquela empresa, etc. Esse indicador será aquele que irá mostrar, de maneira subjetiva, a sua reputação. Por isso, relacione-se e amplie sua rede social! Sempre que puder deixe claro para essas pessoas o que você faz, em que você é bom, para que essa imagem “cole” em você e forme uma identidade clara de quem você é para os seus contatos.

É ótimo quando alguém pensa em algum assunto profissional e logo lembra de você – “ah, você tá procurando alguém da área de finanças? Então, tem um cara que parece ser muito bom de serviço. Ele sempre tem ótimas sacadas quando comento sobre os indicadores do meu negócio e parece ser muito criativo também.” Pronto, esse cara que te vendeu para a empresa conseguiu passar uma boa impressão sobre você e pode ter conseguido de quebra uma entrevista. E ele fez isso de graça, sem querer nada em troca, porque é bom para ele dizer que ele tem bons contatos, que está bem relacionado, etc. Na publicidade nós chamamos isso de mídia espontânea, que é aquela que não pagamos para ser divulgada, pois é interessante para o veículo divulgá-la. Vai dar a ele status de credibilidade e confiabilidade.

Grau de Experiência

Esse grau não é sobre somente experiência profissional. Cada vez mais as empresas procuram analisar o lado subjetivo da pessoa através das experiências mais casuais e aparentemente “tolas” para você. É legal dizer que nas férias você ia (ou vai) com seu pai pescar lá no Cafundó do Judas e que gosta desse tipo de atividade porque te deixa calmo, porque é o seu momento de reflexão e porque gosta de estar com a sua família. Através de uma experiência que aparentemente não signifique nada, você conseguiu dizer e vender vários pontos sobre você para o RH.

Seja mais ativo e procure novas experiências. Seja andar de Kart, fazer escalada, levar seu conhecimento para comunidades carentes, ter contato com grupos de estudos bíblicos e conhecer novas religiões, ter grupos de atividades físicas, etc.. Você irá aumentar o seu Grau de Experiência e o seu Grau de Relacionamento, pois irá conhecer um mundo de novas pessoas.

Se você não tem uma experiência internacional, mude o foco. Tente se vender com o que você tem de melhor e não exponha o seu lado mais fraco.

Agora, se você tem experiência internacional tente se vender de maneira mais incisiva. Não dá pra falar que você só aprendeu outra língua ou que teve experiência como faxineira na Walt Disney. É legal contar como você foi, se você teve que poupar muito dinheiro para realizar esse sonho, como fez isso, o que mais sentiu medo quando estava lá, do que mais sentiu saudade, qual foi a sensação de estar em contato com um mundo onde ninguém te conhecia, como fez para superar isso e quebrar o gelo com as pessoas, etc..

Grau de Mobilidade

Antes de falar sobre mobilidade, é bom entender que não se trata de disponibilidade para morar em outras cidades, regiões e países. Por mobilidade, entenda qual o grau em que você está conectado com o mundo. As inúmeras redes sociais que existem hoje em dia, aliado aos celulares/smartphones, fazem com que você esteja em vários lugares ao mesmo tempo e que várias pessoas sejam impactadas por você.

Nessa última sexta-feira, assisti uma palestra ministrada pelo Prof. Dr. Rivadávia, da Fundação Dom Cabral, onde o tópico principal era as estruturas das organizações, porém com enfoque na gestão da informação. Em meio aos milhares de conceitos despejados pelo professor, ele chamou bastante a atenção da turma para o fato das pessoas hoje não poderem mais se dar ao luxo de dizer “esse negócio de Twitter não me pega, ou Facebook é coisa de nerd, ou LinkedIn é muito chato pra mexer, ou Couchsurfing é coisa de doido”.  De fato, se você faz parte desse grupo de pessoas que não se interessam por esses assuntos você tem três grandes hiatos: Informação, Relacionamento e Mobilidade.

Bom, essas são só algumas reflexões que não são nada novas, porém que eu decidi compartilhá-las com alguns de vocês que ainda não ouviram falar sobre. Se quiserem trocar idéias sobre o assunto, pode me adicionar no msn: lagebruno@msn.com

Todo ano alguns dos maiores especialistas sobre comportamento propõe discussões, assuntos filosóficos, etc, em um grupo que se chama Edge. O Groc, do blog do Estadão, mapeou as idéias mais comuns que apareceram na temática da Edge e transformou nessa figura abaixo.

A Edge é uma fundação “dedicada à investigação e discussão de assuntos intelectuais, filosóficos, artísticos e literários”. São físicos, matemáticos, escritores, tem editor da Wired, editor-chefe da Nature, fundador da Wikipedia, o Richard Dawkins, o Brian Eno, a Esther Dyson… valer pena dar uma olhada!

Muito interessante e criativa essa apresentação sobre a relevância da palavra Atitude. Principalmente hoje em dia que preocupamos em fazer mil cursos, especializações, MBA’s, aumentar os “skills”, e esquecemos um pouco da parte subjetiva, aquela que vai realmente dizer que você é diferente de mim e dos outros. Ou seja, os valores, as crenças, a cultura, as experiências, as indignações, os erros, etc.

Enfim, a parte do Iceberg que não é visível a superfície.

“I believe in me. Do you believe in me?” São com essas duas frases repletas de sentimento e auto-confiança que Dalton Sherman, um garoto norte-americano de aproximadamente 11 anos, começa seu discurso na frente de mais de 20 mil professores na reunião anual das Escolas Independentes de Dallas.

Eu, por outro lado, com meus 26 anos de idade, graduado e com experiência em empresas multinacionais, fiquei impressionado com a desenvoltura que esse garoto teve e confesso que me sentiria menos a vontade que ele pra falar com tamanha espontaneidade na frente dos meus “mestres”. Posso estar enganado ou subestimando o garoto, mas acredito que o discurso não seja de autoria dele. Ainda assim, ele teve um indiscutível mérito, pois conseguiu absorver tudo que estava escrito e dar vida àquelas palavras.

Que fique claro que eu não sou nenhum baba ovo dos Estados Unidos, mas temos que saber reconhecer quando pessoas que podem fazer a diferença no futuro têm a coragem de vir a público para dar o seu recado. E ainda que esse recado represente valores compartilhados pelo mundo todo.

Enfim, Parabéns para o pequeno GRANDE Dalton Sherman.

Alguns de vocês certamente já ouviram a expressão Flash Mob. Para aqueles que ainda não conhecem, vamos lá. Flash Mob é uma expressão norte americana que significa “aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, e depois se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.” (wiki)

No dia 10 de setembro o grupo Black Eyed Peas quebrou o recorde de maior flash mob da história, ao reunir cerca de 21 mil fãs na Avenida Michigan, em Chicago, nos EUA para comemorar a passagem da 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV. O grupo preparou uma surpresinha para ela ao tocar o grande hit I Gotta Feeling com uma coreografia inacreditável envolvendo toda essa multidão. Tudo começa com uma garota dançando sozinha na frente do palco, logo depois toda a multidão começa a fazer a mesma coreografia. Oprah (que não sabia de nada), ficou chocada com o que estava vendo, enquanto gravava tudo em seu celular. A apresentadora então gritou: “Isso é tão legal!! É a coisa mais legal que eu já vi…Chicago eu amo vocês!!!!!!”