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Reputação

 

Partindo do pressuposto que o título imponente deste post cria uma grande expectativa a respeito do conteúdo para os leitores deste blog, aviso com antecedência que o que está escrito aqui são somente reflexões, nada acadêmicas. Não estou tirando o meu da reta, mas apenas preparando o meu leitor. =)

Posto isso, gostaria de começar falando a respeito do espaço ocupado pelas redes sociais no Brasil. De acordo com a pesquisa da comScore, hoje em dia, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo do ranking de países que mais acessam redes sociais – a pesquisa considera nações com mais de 10 milhões de visitantes únicos por mês. Só para se ter uma idéia de números, dos 26,2 milhões de usuários únicos de internet que acessaram a internet no mês de setembro do ano passado no Brasil, mais de 20 milhões acessaram o Orkut. Não sou muito bom de matemática, mas pelos meus cálculos isso dá mais de 76%, só em 1 rede social. Como tudo na esfera da internet e da tecnologia fica rapidamente obsoleto, o Orkut vem perdendo audiência, e está sendo ameaçado pela entrada do Facebook e Twitter, que vêm abocanhando cada vez mais usuários e contando com ajuda de celebridades que estão publicamente aderindo a seus serviços. Clique neste link para ver um mapa com o mix de redes sociais existentes na internet.

Ok, mas qual o impacto disso na imagem e na reputação das marcas corporativas?!

Uma pesquisa realizada pelo IBOPE//NetRatings mostra que campanhas realizadas por blogs e outras redes sociais têm um impacto 500 vezes maior se as mesmas fossem feitas a partir do site próprio da empresa. Um exemplo dado pela pesquisa foi de que se uma montadora resolvesse realizar uma campanha para impulsionar a venda de seus carros através de seu site, eles falariam para + ou – 2 milhões de pessoas, sendo que caso os membros das comunidades virtuais relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos possíveis do que os sites oficiais das montadoras. É o poder do agrupamento das pessoas que no ambiente online está se tornando mais acessível.

Segundo o Gerente de Análise do IBOPE, Alexandre Magalhães, ““Este crescimento acentuado das redes sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os usuários que são também consumidores, ainda não são amplamente conhecidos pelas corporações. Pelo que temos observado, conhecer bem essas redes sociais e aprender como fazer parte delas não apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das empresas, como também as aproxima de seus públicos, funcionando como uma valiosa ferramenta estratégica”

Que é fácil manchar a imagem de uma empresa através do Youtube, Facebook, Orkut e Twitter, nós já sabemos, vide o caso da rede de pizzaria Domino’s onde 3 funcionários fizeram um vídeo onde eles colocavam dejetos nos ingredientes das pizzas e depois postaram no Youtube. Mas será que a diretoria das empresas tem consciência disso? Que medidas internas elas utilizam para monitorar as coisas boas e, principalmente, as más que são divulgadas sobre elas?

 

Empregados

 

Agora vamos um pouco mais adiante com uma recente pesquisa, realizada pela Deloitte neste mês de maio, que procurou observar qual o risco associado à reputação de uma empresa dentro da plataforma online das redes sociais. A pesquisa entrevistou uma amostra de 2.008 funcionários de empresas (1.000 homens e 1.008 mulheres), além de 500 executivos de alto escalão das empresas.

De acordo com a pesquisa, 75% dos executivos entrevistados consideram que há um grande risco associado às redes sociais na reputação de uma marca. Deste número, somente 15% deles trazem à tona este tipo de discussão na sala de reuniões executivas, apesar de 58% achar que isto deve fazer parte da pauta. Se compararmos com as empresas brasileiras, acho que teremos uma surpresa negativa muito maior a respeito da participação deste assunto em reuniões executivas.

Analisando o ambiente interno das organizações, a pesquisa mostrou que há uma divergência de opiniões a respeito do uso das ferramentas das redes sociais. Para 60% dos executivos, as empresas tem o “direito de saber” como seus empregados falam sobre si mesmo e sobre as empresas no ambiente online. Em contrapartida, 53% dos empregados não acham que as redes sociais são espaços que pertençam ao negócio da empresa. E mais de 33% não estão nem aí para o que o chefe ou a empresa pensam, antes de postar materiais de vídeo ou texto online.

Fica claro que para superar esse desgaste a empresa deve adotar protocolos e medidas com políticas para controlar e monitorar esse comportamento. Mas segundo a pesquisa, mesmo que as empresas adotem regras claras de comportamento no ambiente online, dificilmente os empregados irão obedecê-las.

O caminho que as empresas podem seguir para tentar diminuir o risco que sua reputação corre no ambiente online, pode ser encarar o problema de frente, criar canais abertos e diretos dos funcionários com os diretores, enfatizar os valores, a cultura, e a ética dentro da organização, de maneira que haja um ambiente saudável e transparente circulando na empresa. Ao trazer os funcionários mais pra perto de si, as empresas poderão desfrutar de agentes divulgadores dos bons aspectos da sua marca.

Resumidamente, as redes sociais podem ser o céu ou o inferno das empresas, depende apenas de como os líderes das organizações estão lidando com esse novo contexto internamente.

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One Comment

  1. Parabéns pelo site!!
    Ótimo conteúdo, ótimas postagens e o melhor de tudo é o formato…tudo de bom!!!
    Continue assim!

    Beijão


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