Como seria a TV Google se ela existisse?
Foi pensando nisso que o Google traçou uma estratégia diferente dos produtos lançados até hoje. Ao invés de manter a sua típica postura reservada e discreta, o Google decidiu lançar o anúncio da TV Google antes mesmo que ela existisse. Se assistirmos o comercial, teremos a noção exata da lógica desta TV futurística proposta pelo Google.
Mas porque fazer um alarde de algo tão inovador antes mesmo que ele exista?
Acredito que o Google já não se sinta mais incomodado com os rivais e que está bem seguro que se uma TV dessa possa se tornar realidade, ela será por meio do Google. Bem arrogante, não? Além dessa suposição, podemos pensar que o Google já lançou o comercial para marcar território e ser percebido como pioneiro em algo que ainda não existe. No mercado de novos softwares essa estratégia é reconhecida como o Vaporware – é o software que ainda será lançado (ou talvez nunca será), mas o desenvolvedor já anuncia publicamente que ele fará esse lançamento.
É claro que o Google também já deve ter se protegido contra a concorrência, fechando contrato com vários canais e fabricantes de TV.
E cai pra nós, é bem difícil imaginar uma TV como essa, senão da marca Google. =)
Reconhecimento da Internet pela TV
O reconhecimento do “Deus da Internet” pelo meio de comunicação mais utilizado no mundo, a TV, foi meticulosamente calculado. Primeiro porque no comercial o narrador descreve de maneira tendenciosa a TV e a Internet nos dias de hoje, apesar de algumas coisas serem verdade. No vídeo, o narrador coloca a Internet como o cérebro da coisa, que irá prover o conteúdo, e a TV apenas como uma grande tela de entretenimento.
Mesmo que tardio e feito dessa forma, o próprio Google percebeu que não dá pra ficar de fora desse meio de comunicação e mostrou para nós como uma empresa se evolui através da inovação de algo que já existe.
Agora é aguardar como isso será recebido pelos consumidores. Será que teremos uma grande mudança na lógica da Televisão? Como os canais serão cobrados, se podemos ter “de graça” o acesso a informação através dos sites? E as propagandas, como elas se incluirão nessa nova lógica?